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O que inclui um game package do Star Citizen: acesso permanente ao jogo, uma nave, um hangar e créditos iniciais, frente às compras que continuam totalmente opcionais
O que o preço de entrada realmente cobre, e o que nunca é obrigatório comprar.

A resposta curta

O Star Citizen custa um pagamento único de cerca de 45 a 60 dólares por um game package, e a partir daí não é obrigatório pagar mais nada. Não há mensalidade, não há nave que seja preciso comprar para acompanhar os outros, não há muro de pagamento entre o jogador e o patch seguinte. Essa compra é permanente e é a única coisa de que uma conta nova precisa.

O jogo arrasta a fama de poço sem fundo, e essa fama não foi inventada. As duas coisas são verdade ao mesmo tempo: a entrada fica abaixo de um lançamento AAA normal, e o teto é genuinamente absurdo. A Cloud Imperium passou os mil milhões de dólares angariados em maio de 2026 — um bilhão, na contagem brasileira —, o primeiro videojogo da história a lá chegar. Se chegaste aqui depois de ler um título da imprensa lusófona sobre naves digitais de dezenas de milhares de dólares, guarda isto: isso é o teto, não é a entrada. A única pergunta que vale a pena responder é onde fica a linha entre os dois números. É para isso que esta página existe.

O que se compra exatamente: o game package

A unidade de venda na loja da RSI chama-se game package, às vezes starter pack. Os nomes aparecem em inglês porque a loja nunca foi traduzida. É a única compra necessária e contém:

  • Acesso ao jogo, ligado de forma permanente à conta RSI
  • Uma nave, que fica tua para sempre
  • Um hangar para a guardar
  • Uma quantia inicial de UEC, a moeda da conta
  • Um período de seguro para a nave, normalmente de alguns meses

A parte que quase ninguém percebe antes de pagar: isto é um pagamento único. A Cloud Imperium diz desde a FAQ original que comprar o jogo inicial é tudo o que se pede e que nunca será cobrada uma taxa mensal de utilização. Chris Roberts repetiu-o numa carta aos apoiantes em 2018 — o modelo de financiamento assenta deliberadamente no crowdfunding e não na subscrição, ao contrário da maioria dos MMO.

💡 Vale a pena saber: muita gente assume que o Star Citizen funciona como o World of Warcraft ou o Final Fantasy XIV, com preço de caixa mais fatura mensal. Não é o caso. Uma vez pago o pacote, dá para jogar durante anos sem gastar mais nada.

Os escalões de entrada, por ordem de grandeza

O catálogo muda constantemente. Retiram-se packs, troca-se a nave de entrada, aparecem e desaparecem descontos à volta dos grandes eventos. Um preço exato numa página como esta fica desatualizado em semanas, por isso ficam aqui faixas estáveis em vez de números de montra.

Escalão Ordem de grandeza O que muda
Pack de entrada cerca de 45 a 60 dólares Acesso ao jogo e uma nave pequena polivalente
Pack de entrada superior cerca de 70 a 100 dólares Mais espaço de carga, seguro mais longo
Pacote com várias naves de 100 a várias centenas Várias naves de uma vez: sem sentido numa primeira conta
Pacote de colecionador milhares de dólares Território de coleção, sem relação com jogar

Qual a nave a escolher é outra conversa, e está na página da melhor nave inicial. Em termos de preço, o que interessa aqui é só isto: o pack mais barato dá exatamente o mesmo acesso ao jogo que o de 3.000 dólares. Não há conteúdo trancado atrás dos escalões altos.

O que é cobrado na realidade: dólares, IVA e IOF

Entre o número que aparece na ficha do produto e o número que aparece no extrato do cartão há coisas pelo meio — e no espaço lusófono pesam bastante mais do que nos Estados Unidos, porque a loja da RSI não tem preço regional.

A loja trabalha em dólares. A RSI define todos os preços em dólares americanos. Não existe uma tabela em euros ou em reais construída para o poder de compra local: o número é o mesmo para toda a gente, ao contrário do que acontece na Steam, onde um jogo grande custa muito menos em reais do que a conversão direta do preço em dólares. Quem vem da Steam costuma levar aqui a primeira surpresa.

A partir de Portugal, o IVA entra na conta. A RSI cobra o imposto correspondente ao endereço de faturação associado ao meio de pagamento. Para o continente isso significa 23 %; a Madeira aplica 22 % e os Açores 16 %. Consoante a região configurada na conta, o montante aparece já incluído no preço apresentado ou somado no fim — por isso vale sempre a pena olhar para o total antes de confirmar. A RSI tem loja internacional preparada para cobrar em euros, o que evita a comissão de conversão cambial do banco. E convém saber que a parte de imposto não conta para o valor do pledge: se um dia devolveres a compra a crédito de loja, recuperas o valor base, não o imposto.

A partir do Brasil, a camada extra chega pelo cartão. A cobrança sai em dólares e é o banco que fixa o valor final em reais, com o câmbio da fatura e não com o câmbio que aparece no Google. A esse valor soma-se o IOF sobre compras internacionais, hoje em 3,5 % — a alíquota foi unificada nesse patamar em 2025, quando o cronograma anterior de redução gradual até 2028 ficou suspenso. Na prática, um pack de 50 dólares cobrado a um câmbio qualquer leva mais 3,5 % em cima, e o total é o que aparece na fatura. Contas globais e cartões multimoeda mudam bastante essa conta: a comunidade brasileira usa as mesmas calculadoras que já usa para a Steam, porque o mecanismo é idêntico. Confirma a percentagem em vigor antes de comprar, não depois — este é o número desta página que mais provavelmente mudará.

A loja oficial é o único vendedor. Não há retalhista concorrente a baixar o preço, porque o jogo não se distribui na Steam nem na Epic Games Store e não existe versão para consola. É por isso que uma pesquisa por «comprar Star Citizen barato» devolve sites de keys a anunciar o jogo por dois ou três euros: isso não é um game package, e essas contas ficam fora do enquadramento oficial, sem qualquer recurso se a RSI as recuperar.

Existe uma janela de reembolso. A RSI publica a política na sua própria base de conhecimento: o pedido faz-se por ticket de apoio a partir da conta que comprou, dentro de um prazo medido em semanas, e na União Europeia soma-se o direito de livre resolução previsto na lei. Passado esse prazo, o caminho habitual é converter o pledge em crédito de loja em vez de recuperar o dinheiro. A política já foi revista mais do que uma vez: lê a versão atual no site da RSI antes de comprar.

Há subscrição? Não a que estás a pensar

Existem dois níveis pagos, Centurion e Imperator, de cerca de 10 e 20 dólares por mês, com opção anual mais barata. É a subscrição — assinatura, no Brasil — que muita gente confunde com uma mensalidade obrigatória. Nenhum dos dois desbloqueia conteúdo jogável: financiam os programas de desenvolvimento e a revista digital e, em troca, dão uma nave rotativa para experimentar todos os meses, REC para alugar equipamento no Arena Commander, decoração de hangar e distintivos no fórum.

Essa distinção é a coisa mais útil desta página, por isso vamos à aritmética. Um MMO por subscrição a 13 euros por mês são mais de 150 euros por ano, todos os anos, para sempre. O primeiro ano honesto do Star Citizen é antes assim:

Rubrica Obrigatório? Custo no primeiro ano
Game package Sim, uma vez cerca de 45 a 60 dólares
Subscrição mensal Não 0
Naves adicionais Não 0
Reparações, combustível, seguros Sim, dentro do jogo 0 — pagam-se em aUEC ganhos a jogar
Expansões ou passes de temporada Não existem 0

O segundo ano é a mesma tabela sem a primeira linha. É este o modelo todo.

O Squadron 42 está incluído?

Não, e a resposta é ainda mais seca do que isso. O Squadron 42, a campanha para um jogador, sempre foi um produto separado do universo persistente — vendido à parte ou dentro de pacotes combinados. A Cloud Imperium retirou-o da loja em 2023, dizendo que voltaria mais tarde com um preço diferente, e desde então não regressou como compra independente.

Na prática: um game package comprado hoje dá o universo persistente, não a campanha, e não há forma oficial de a reservar. A CIG tem apontado para 2026 sem se comprometer com uma data fechada, por isso trata isso como aquilo que é — uma compra futura de montante desconhecido, que não deve entrar no orçamento de hoje.

⚠️ Cuidado com a revenda: circulam contas e packs com o Squadron 42 incluído no mercado paralelo, a preços inflacionados, fora do enquadramento oficial e sem qualquer recurso se a conta for recuperada. Vale o mesmo aviso dado acima para os sites de keys baratas: se o preço parece bom demais, não é um game package.

O gasto opcional e a armadilha das naves caras

É daqui que nasce a má fama. Há três categorias de gasto que chegam a números genuinamente ridículos e nenhuma das três é precisa para jogar.

1. Naves vendidas por dinheiro real

A loja lista centenas de naves individualmente, desde uns 50 dólares as mais pequenas até vários milhares os cascos capitais. O título fica para o pacote Legatus, um lote com a frota completa a rondar os 48.000 dólares, visível apenas para contas Concierge — o nível reservado aos apoiantes de maior valor. Esse número é real, e foi ele que deu manchetes em português sobre «o DLC mais caro da história». Em maio de 2026, no evento em que se cruzou a barreira dos mil milhões, a CIG vendeu também naves de conceito a 5.000 dólares a unidade, por convite.

O que as manchetes não contam: a CIG comprometeu-se na FAQ original a nunca vender nada que não se possa obter a jogar. Essas mesmas naves compram-se com aUEC dentro do universo persistente. Pagar com dinheiro real compra tempo, não compra acesso nem capacidade. O debate sobre se isso roça o pay to win continua vivo na comunidade — reacende-se em cada venda polémica, tanto nos servidores portugueses como nos brasileiros —, mas a parte relevante para a carteira é simples: ninguém fica de fora de nada por não comprar.

2. As vendas de conceito

Algumas naves são vendidas como conceito: uma ilustração e uma ficha técnica, por vezes anos antes de serem pilotáveis. Para quem está a começar é a pior compra possível, porque se está a pagar por algo que não se pode voar, num calendário que ninguém controla. Espera que uma nave esteja no jogo e possa ser alugada antes sequer de pensar nisso.

3. A subscrição, outra vez

Já foi explicada acima, mas merece figurar nesta lista por ser um encargo recorrente e por ser aquele que as pessoas se esquecem de cancelar. Compra conteúdo de comunidade, não compra progresso.

🎯 A minha opinião: sou apoiante desde o Kickstarter de 2012. Nunca subscrevi, e nenhuma das naves que piloto habitualmente foi comprada com dinheiro real. O orçamento certo para começar é o orçamento de um jogo: um pack de entrada e mais nada durante vários meses. Se ao fim de cem horas continuares a querer uma segunda nave, vais saber exatamente qual — e é provável que já a consigas pagar em aUEC. E antes de gastar, pergunta primeiro: em organizações lusófonas como a Armada Lusitana, os Angry Birds, a Star Citizen Brasil ou a SCBRS-01 Brazilian Station, é perfeitamente normal alguém emprestar uma nave grande para a experimentares numa sessão.
🎯 Código de referência válido:
STAR-ZNPK-SXPZ
🚀 Criar a conta com o código já preenchido

Comprar UEC — e porque o bónus de referência os torna desnecessários

Convivem duas moedas e confundi-las sai caro. Os UEC estão na conta RSI: podem ser comprados na loja, recebem-se como bónus de referência e sobrevivem aos apagamentos de base de dados que acompanham os grandes patches da alpha. Os aUEC são os que se ganham a jogar e são postos a zero em cada wipe importante.

Os UEC vendem-se por dinheiro real em escalões fixos, a um câmbio que há anos se mantém à volta de 1.000 UEC por dólar. Faz-se a conta com o programa de referências e o número torna-se interessante: os 50.000 UEC creditados por usar um código de referência valem cerca de 50 dólares de moeda de loja que não é preciso comprar — quase o mesmo que custa o próprio game package.

É por isso que o código pertence a uma página sobre preço e não apenas a uma página sobre registo. Não desconta nada do carrinho. O que faz é tirar de cima aquele puxão que se sente quarenta minutos depois do primeiro voo, quando se percebe que a nave inicial não tem grelha de carga e que a loja tem a solução por 25 dólares. Com 50.000 UEC já guardados, esse puxão desaparece quase por completo. Para quem paga a partir do Brasil, o cálculo é ainda mais óbvio: são 50 dólares que nunca passam pelo câmbio nem pelo IOF.

O problema é o momento. O código tem de ser introduzido ao criar a conta RSI ou dentro das 24 horas seguintes, no campo que o formulário chama Referral Code — código de referência, ou código de indicação, conforme o lado do Atlântico. Não há segunda oportunidade, não há ticket de apoio que resolva, e uma conta só pode usar um código, uma única vez. O bónus é libertado quando se compra o primeiro game package, por isso a ordem natural é: criar a conta com o código e só depois comprar o pack. Ao contrário, custa os 50.000 UEC. Os detalhes estão na página do código de referência.

O que mexe mesmo no valor que pagas

Existem quatro alavancas e não funcionam todas da mesma maneira: as semanas Free Fly, que não baixam preço nenhum mas permitem testar o jogo antes de pagar; os grandes eventos oficiais, como a Invictus Launch Week em maio e a Intergalactic Aerospace Expo em novembro, que são os momentos em que a loja mexe nos packs; as versões warbond, mais baratas mas pagas apenas com dinheiro novo e não com crédito de loja; e o código de referência, que não desconta nada e em vez disso acrescenta moeda. Muito do que na internet se descreve como «cupão de desconto do Star Citizen» simplesmente não existe.

O que o preço não inclui: o jogo em português

Um ponto que só os leitores lusófonos precisam de saber, e que vale uma linha antes de pagar: o Star Citizen não tem localização oficial em português. O jogo e a loja estão em inglês, e a tradução em português do Brasil que circula é um projeto comunitário, mantido por voluntários e instalado manualmente. Funciona bem e é gratuito, mas não é suportado pela CIG e pode partir a cada atualização grande. Se o inglês for um obstáculo, conta isso como parte do custo real de entrada — não em dinheiro, mas em esforço. O guia para iniciantes trata das primeiras horas.

O custo que ninguém conta: o PC

Falta uma última linha, e muitas vezes é a mais pesada. O Star Citizen é só para PC, através do launcher oficial da RSI. É um jogo exigente — um SSD NVMe rápido e RAM com folga pesam mais do que na maioria dos títulos — e para bastantes compradores a atualização da máquina custa mais do que o próprio game package. Se o computador já tem uns anos, faz essa conta antes de fazer a do pack. E, antes de gastar seja o que for, aproveita uma semana Free Fly para confirmar de graça se a máquina aguenta: os requisitos e a instalação estão na página dos requisitos do Star Citizen.

Perguntas frequentes

O valor do game package mais barato da loja, que há anos se mantém na faixa dos 45 a 60 dólares consoante o pack disponível e se há desconto a decorrer. É uma compra única e permanente que inclui o acesso ao jogo, uma nave e um hangar. O imposto correspondente ao endereço de faturação do cartão é calculado na loja.

Não. A Cloud Imperium Games repete desde o início que comprar o jogo uma vez é tudo o que se pede e que não haverá mensalidade para jogar. As subscrições Centurion e Imperator, de cerca de 10 e 20 dólares por mês, são contribuições opcionais que financiam os vídeos de desenvolvimento e a revista digital. Não desbloqueiam qualquer conteúdo jogável.

A loja da Roberts Space Industries trabalha em dólares americanos e aplica o imposto correspondente ao endereço de faturação do cartão. A partir de Portugal aplica-se o IVA: 23 % no continente, 22 % na Madeira e 16 % nos Açores. Consoante a região configurada na conta, o valor aparece já incluído ou somado no fim, por isso convém olhar para o total antes de confirmar. A partir do Brasil a cobrança chega em dólares, sem preço regional, e o acréscimo aparece do lado do cartão: o IOF sobre compras internacionais, hoje em 3,5 %, mais o câmbio praticado pelo banco.

Não. A posição da Cloud Imperium desde o primeiro dia é que nada do que vende na loja é inalcançável a jogar. Todas as naves pilotáveis podem ser compradas com aUEC ganhos dentro do jogo. Pagar com dinheiro real compra tempo, não acesso nem capacidade.

Não. O game package fica ligado de forma permanente à conta RSI. O acesso comprado hoje continua válido depois do lançamento 1.0, sem segunda compra e sem atualização paga. A nave, o hangar e os UEC que vinham no pack mantêm-se da mesma maneira.

Não. A campanha para um jogador sempre foi um produto separado do universo persistente. A Cloud Imperium retirou-a da loja em 2023 e não voltou como compra independente, por isso um game package comprado hoje não a inclui.

Antes de passares pela caixa

Comprar o game package é o momento em que o bónus de referência é libertado — mas só se o código já estiver na conta. Introduz o código primeiro, ao registares-te ou dentro das 24 horas seguintes. Não custa nada e não altera o preço que pagas.

🎯 O teu código de referência:
STAR-ZNPK-SXPZ
🚀 Criar a minha conta com o código
Zona comercial a bordo de uma estação espacial do Star Citizen
Imagem oficial de Star Citizen — Cloud Imperium Games, do Fan Kit da RSI.